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Suplementação na gestação

  • gabidolavale
  • 24 de ago.
  • 2 min de leitura

Antes mesmo de existir um teste positivo, uma nova vida já está vivendo uma das fases mais fascinantes de todo o desenvolvimento humano.

 

Com apenas 4 semanas de gestação, o embrião mede aproximadamente 4 a 5 mm e uma intensa sequência de processos fisiológicos e bioquímicos já está acontecendo: o coração inicia seus batimentos, o tubo neural está em formação, os primeiros vasos sanguíneos começam a se desenvolver e estruturas que darão origem aos músculos, vértebras e costelas começam a surgir.

Ao mesmo tempo, a placenta está em intensa formação para assumir seu papel fundamental na comunicação e no fornecimento de nutrientes entre mãe e bebê.

Esse período, conhecido como organogênese, representa uma das principais janelas de desenvolvimento da vida. E toda essa construção depende de uma disponibilidade adequada de nutrientes.


É nesse momento que compreender a suplementação na gestação vai muito além de prescrever ácido fólico. Nutrientes como folato, colina, vitamina B12, DHA, iodo, ferro, zinco, magnésio e vitamina A, entre outros, participam de diferentes processos fisiológicos e bioquímicos relacionados à formação dos tecidos, desenvolvimento neurológico, síntese de DNA, produção de energia, formação sanguínea e desenvolvimento do sistema imunológico. Não existe um único nutriente responsável pela formação de um bebê, mas sim uma complexa rede de nutrientes atuando em sinergia para proporcionar o desenvolvimento adequado.


Por isso, a suplementação na gestação não deveria começar apenas após o teste positivo. O ideal é que o cuidado nutricional seja iniciado ainda no período pré-concepcional, quando existe a oportunidade de identificar inadequações e preparar o organismo materno para a gestação.


Assim como na infância, suplementar na gestação exige individualização. História clínica, alimentação, condições maternas, fase gestacional e necessidades nutricionais associados à avaliação dos exames laboratoriais norteiam toda a estratégia clínica.

A saúde do bebê começa muito antes do nascimento. Ela começa nas escolhas feitas ainda no período pré-concepcional.


Portanto, quando o cuidado começa nessa fase, temos a oportunidade de ouro de proporcionar condições nutricionais adequadas para pleno desenvolvimento do bebê desde a concepção.

 
 
 

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